Chatbots de inteligência artificial estão ganhando espaço no consumo de notícias globalmente, com uma em cada dez pessoas utilizando a tecnologia semanalmente para se informar, segundo o Relatório de Notícias Digitais de 2026. O uso, contudo, não é uniforme, concentrando-se mais na Ásia, África e América Latina, enquanto a confiança geral na informação gerada por IA permanece baixa.
O relatório indicou que, pela primeira vez, redes sociais e plataformas de vídeo superaram editoras tradicionais como fonte de informação. A pesquisa do NiemanLab de 2026 revelou que o uso de chatbots, como ChatGPT e Google Gemini, aumentou 3 pontos percentuais em relação a 2025. Em 48 mercados analisados, o crescimento se concentra em regiões como Ásia, África e América Latina, e no sul e leste da Europa. Nos Estados Unidos, o consumo se manteve estável em 6%.
A confiança no uso da IA varia conforme a região. Mercados com maior confiança em chatbots tendem a utilizá-los mais, pois o uso exige uma escolha ativa do usuário, diferentemente das redes sociais. Individualmente, a confiança geral em notícias de IA é baixa, com apenas 20% dos entrevistados afirmando confiar. Contudo, esse índice dobra para 44% entre os usuários ativos.
Os usuários empregam os chatbots para diversas funções além de receber notícias. Em 45 mercados, o uso mais frequente foi para fazer perguntas de acompanhamento sobre um fato, citado por 42% dos usuários. Outras tarefas incluem resumir notícias (34%) e ajudar a avaliar a confiabilidade de fontes (33%).

