Fatores ambientais atuam como gatilhos essenciais para o surgimento de doenças autoimunes, mesmo em pessoas com histórico familiar, explicam especialistas. A interação entre genética e ambiente determina a manifestação de condições como lúpus e psoríase, conforme apontado por reumatologistas e dermatologistas.
A predisposição genética para doenças autoimunes não se resume a um único gene, mas a uma “conjuntura de genes”, afirmou uma reumatologista do Hospital Sírio Libanês. Ela exemplificou que famílias podem ter tendência a essas doenças, mas a manifestação varia, como no caso de um familiar com lúpus e outro com hashimoto.
Entre os gatilhos ambientais, o tabagismo e a obesidade foram citados como fatores pró-inflamatórios. Infecções, como o vírus Epstein-Barr, também foram associadas à esclerose múltipla e ao lúpus. A microbiota intestinal e o consumo de alimentos ultraprocessados também influenciam o desenvolvimento da autoimunidade, segundo especialistas.
A dermatologista abordou manifestações visíveis na pele, como o lúpus, que gera manchas em formato de asa de borboleta, e a psoríase, que apresenta lesões em cotovelos e couro cabeludo. Ela comentou que, além da aparência, esses pacientes sofrem com desconforto e restrições, impactando a qualidade de vida.

