Dois advogados, Jonatas Alves Moraes e Guilherme Gibertoni Anselmo, foram presos na Operação Backdoor. A investigação apura que os profissionais acessaram ilegalmente sistemas do Judiciário e do Ministério Público para fornecer dados sigilosos a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apura que os advogados obtiveram informações de forma ilegal, utilizando senha roubada de uma promotora de Justiça. Segundo a investigação, esses dados beneficiaram criminosos que conseguiram fugir antes do cumprimento de medidas judiciais.
Os mandados de prisão temporários foram cumpridos na última terça-feira (23) nas cidades de Jaboticabal e Taquaritinga, no interior de São Paulo. As apurações indicam que os acessos indevidos ocorreram com credenciais vinculadas à promotora de Justiça, e que os advogados não atuavam na defesa dos alvos.
A investigação revelou que os profissionais foram avisados sobre a operação por uma ex-estagiária do Ministério Público. Esta ex-estagiária é sobrinha de um integrante do PCC suspeito de participação em um ‘tribunal do crime’ em Taquaritinga. O Gaeco identificou que o advogado preso em Jaboticabal foi o primeiro a realizar os acessos, utilizando até mesmo credenciais em Portugal para consultar processos no Brasil.

