O documentário “963 dias”, que retrata o governo de Michel Temer, foi exibido em São Paulo na sexta-feira, 26 de junho de 2026. A obra, que deve estrear no segundo semestre, busca posicionar o ex-presidente como uma figura moderada, analisando crises e reformas de seu mandato.
O longa utiliza recortes de matérias jornalísticas e entrevistas com figuras do período, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. O diretor Bruno Barreto afirmou que não entrevistou membros do Partido dos Trabalhadores (PT), pois não desejava ouvir quem repetiria uma “cartilha ideológica”.
O filme percorre o período desde o impeachment de Dilma Rousseff até a transição para Jair Bolsonaro, focando em temas como a greve dos caminhoneiros de 2018 e a aprovação da PEC do teto de gastos. A produção elogia a habilidade política do ex-presidente na relação com o Congresso e a implementação das reformas trabalhista e da Previdência.
Contudo, o formato do documentário, marcado pela repetição de entrevistas posadas e imagens de arquivo, limita o contraditório. Críticos apontam que o relato elogioso se torna enfadonho, apesar de o filme tentar fazer um exercício histórico da gestão do emedebista.

