Pesquisas científicas indicam que práticas comuns de trabalho, como multitarefa, uso de escritórios abertos e sessões de brainstorming em grupo, podem diminuir a produtividade. A American Psychological Association afirma que a troca constante entre tarefas gera um custo de tempo, enquanto estudos de Harvard mostram que ambientes abertos reduzem interações presenciais.
A ciência sugere que a multitarefa não acelera o trabalho. A American Psychological Association explica que cada troca de tarefa gera um custo de tempo. Um estudo de 2001, realizado por pesquisadores da Federal Aviation Administration e da University of Michigan, constatou que esse custo aumentava com a complexidade das tarefas. Os pesquisadores afirmaram que, embora o custo por troca possa ser pequeno, ele se acumula em grandes quantidades.
Outro ponto contestado é o benefício dos escritórios abertos. Um estudo de 2018, conduzido por pesquisadores de Harvard, utilizou sensores vestíveis para coletar dados. Os resultados mostraram que a interação face a face diminuiu em cerca de 70% após a mudança para o modelo aberto. Uma revisão de 2021 da University of Adelaide acrescentou que tais layouts estão ligados a mais resultados negativos em saúde e satisfação dos trabalhadores.
No que diz respeito à geração de ideias, a eficácia do brainstorming em grupo é questionada. Um artigo de 1958 demonstrou que estudantes tiveram melhor desempenho resolvendo problemas sozinhos. Pesquisas mais recentes, como um estudo de 2022 da Columbia e Stanford, indicam que a interação virtual para brainstorming também apresenta um custo cognitivo, sendo menos eficaz que o trabalho individual.

