Alexei Bueno, poeta, ensaísta, crítico e tradutor, morreu na madrugada deste sábado (27) em sua residência no Rio de Janeiro. Ele tinha 63 anos e tratava um câncer. A obra do autor, marcada pelo rigor formal, abrange quatro décadas de produção literária.
Nascido no Rio em 1963, Bueno formou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua produção se destacou pelo diálogo com a tradição clássica. Entre os títulos publicados, estão “As escadas da torre” (1984), “Lucernário” (1993) e “Naquele remoto agora” (2024). Ele também reuniu sua obra em coletâneas como “Poesia completa” (2013).
Como ensaísta, o autor publicou “A escravidão na poesia brasileira: do século XVII ao XXI” (2022). Além disso, organizou edições críticas de autores como Augusto dos Anjos, Cruz e Sousa e Vinicius de Moraes. Na área de tradução, foi responsável por obras de Gérard de Nerval e Edgar Allan Poe.
Bueno também teve atuação em gestão cultural. Ele dirigiu o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) entre 1999 e 2002, organizando exposições e publicações sobre o patrimônio brasileiro. O autor recebeu duas vezes o prêmio Jabuti e outros reconhecimentos da APCA e Biblioteca Nacional.

