A Venezuela inicia o terceiro dia de buscas por vítimas do terremoto, na região norte do país, enquanto aguarda chegada de ajuda internacional para resgatar pessoas sob os escombros. O balanço provisório do governo aponta 920 mortes, 3.360 feridos e 4 mil desabrigados.
O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o número real de desaparecidos na tragédia ultrapasse 50 mil. Os tremores, que foram os mais fortes no país em mais de 100 anos, atingiram a capital, Caracas, e seus arredores, causando a destruição de quase 400 prédios.
A falta de equipes de resgate locais agravou o desespero das famílias. Na noite de sexta-feira, as autoridades venezuelanas bloquearam o acesso a La Guaira, epicentro da destruição, para controlar o caos. Em resposta, uma operação de assistência internacional ganhou força, com dezenas de equipes chegando ao país. Um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) transportou ajuda humanitária e um hospital de campanha.
A presidente interina, Delcy Rodríguez, declarou que o governo irá “militarizar” as áreas mais afetadas. Um tremor secundário de magnitude 4,9 foi sentido em Caracas na sexta-feira, embora seja mais fraco que os sismos que desencadearam a tragédia.

