O senador Flávio Bolsonaro reforçou pautas de direita em junho, defendendo a privatização dos Correios e a castração química de estupradores. As propostas visam consolidar o apoio de sua base eleitoral, a menos de cem dias das eleições.
Em sua campanha, o senador utilizou a situação financeira dos Correios como exemplo para defender a privatização da estatal. A proposta já fazia parte da agenda econômica do governo anterior, mas foi retirada da lista após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), período em que a estatal registrou grandes déficits, segundo a imprensa.
No campo da segurança pública, Flávio lançou o plano “Brasil Sem Medo”, que inclui o endurecimento da legislação penal e a ampliação de investimentos federais. O pacote propõe a castração química de estupradores e o dobro de presídios federais, pautas que encontram oposição de setores da esquerda, que defendem o investimento em reeducação.
Em termos econômicos, o pré-candidato afirmou que, se eleito, fará uma nova reforma tributária e defenderá o uso de inteligência artificial para controle de gastos públicos. Contudo, a mudança de foco na campanha ainda não alterou o quadro das pesquisas. Um levantamento divulgado em 25 de junho de 2026 mostrou Lula com 46% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro.

