Autoridades equatorianas, em cooperação com a Promotoria da Colômbia, prenderam um britânico no aeroporto de Quito, Equador. O homem é suspeito de feminicídio de uma modelo colombiana e possui um histórico de condenações por violência contra mulheres.
Durante uma busca em seu apartamento em Poole, onde mantinha uma empresa de investimentos, foram apreendidos diversos dispositivos de armazenamento. A perícia constatou que os equipamentos continham imagens íntimas de uma ex-companheira, usadas para perseguição e ameaça, além de material pornográfico e conteúdo sexual explícito compartilhado com outro homem. Essa descoberta levou à exclusão do suspeito do registro oficial de médicos britânicos.
O homem negou envolvimento na morte da modelo colombiana, afirmando que estava assistindo a um jogo de futebol em um bar de Bogotá. Contudo, seu histórico criminal é relevante. Ele foi condenado em 2020 por assédio e, posteriormente, foi alvo de ordem de localização após perseguir outra ex-companheira. Mensagens recuperadas por investigadores indicavam planos violentos contra mulheres.
A Promotoria colombiana investiga o caso por feminicídio qualificado, cuja pena no país varia entre 40 e 50 anos de prisão. Os investigadores analisam o celular e o computador da vítima, além de câmeras de segurança, para confrontar o álibi apresentado pelo suspeito e reconstruir a cronologia do crime.

