O acúmulo de organismos marinhos, como cracas e mexilhões, em centenas de navios-tanque no Golfo Pérsico impede a normalização da navegação no Estreito de Ormuz. A remoção dessas incrustações exige trabalho especializado de mergulhadores, complicando a retomada do fluxo global de petróleo.
O bioincrustamento, termo do setor marítimo para o acúmulo de vida marinha nos cascos, tornou-se um obstáculo para os petroleiros presos no Estreito de Ormuz. Para reativar o transporte de petróleo, é preciso remover os organismos aderidos aos cascos das embarcações. Um superpetroleiro, com cerca de 300 metros de comprimento, exige a limpeza de aproximadamente 14 mil metros quadrados de casco.
A tarefa é realizada por equipes de mergulhadores, que utilizam raspadores manuais e lavadoras de alta pressão. Segundo um especialista do setor, o trabalho é simples, mas a dimensão dos navios exige esforço concentrado. A limpeza é crucial, pois as incrustações reduzem a eficiência do consumo de combustível, que representa cerca de 50% dos gastos de um navio, conforme afirmou um responsável por setores marítimo e de aviação de uma entidade de seguros.
Além do custo operacional, o dano ao revestimento do navio pode gerar violações ambientais e problemas com seguradoras. As tarifas dos serviços de limpeza aumentaram significativamente devido à alta demanda. Organizações internacionais de operadores de navios informaram que os custos por embarcação atingiram valores de cinco dígitos.

