A Apple busca permissão de agências federais para adquirir chips de memória de um fornecedor chinês sancionado, a ChangXin Memory Technologies (CXMT). A empresa faz o pedido devido ao aumento de custos de componentes, mas analistas afirmam que a compra não ameaça a posição da Micron no mercado de memória de alta performance.
A busca da Apple por um novo canal de suprimento ocorre em um mercado de semicondutores redefinido pelo avanço da inteligência artificial. A demanda por memória premium superou a oferta, elevando a lucratividade de fabricantes como a Micron Technology, Samsung Electronics e SK hynix. A CXMT, empresa chinesa, foi incluída na Lista de Entidades dos EUA por laços com o governo e o exército chinês.
A motivação da Apple é a contenção de custos, visto que a companhia anunciou aumentos de cerca de 20% em alguns modelos de MacBook e iPad. A CXMT fabrica DRAM de commodity, como módulos para PCs e celulares, mas não produz High Bandwidth Memory (HBM), o chip de margem alta que impulsiona o crescimento da Micron.
Investidores temiam que a abertura de um novo canal de suprimento enfraquecesse a Micron. Contudo, especialistas apontam que a preocupação é infundada. A Micron foca em HBM, enquanto a CXMT compete em DRAM convencional. Além disso, a própria Apple contribuiu para o atual cenário de preços altos ao negociar taxas muito baixas durante a última crise de mercado, segundo relatos de executivos da Micron.

