Um ex-general do Exército italiano, Roberto Vannacci, fundou o Futuro Nacional e desafia a primeira-ministra Giorgia Meloni. O movimento ultradireitista, que prega a identidade nacional e a deportação de estrangeiros, já registra 5,3% nas pesquisas de intenção de voto.
Vannacci deixou a Liga, partido do vice-premiê Matteo Salvini, para lançar sua legenda, focada em uma direita que considera “pura”. As diretrizes do Futuro Nacional incluem a exaltação da família tradicional e a remigração, com deportação forçada de estrangeiros. O ex-militar tem sido alvo de críticas por declarações homofóbicas e xenófobas, como a de que “Não entendo por que o fruto de uma orientação sexual e, portanto, de um gosto pessoal deveria gerar direitos”.
A saída de Vannacci da coalizão de governo representa a primeira rachadura no bloco de sustentação de Meloni. O cientista político Piero Ignazi, professor aposentado da Universidade de Bologna, classificou o ex-general como extrema direita e um risco para a coalizão, afirmando que ele “rouba votos e a enfraquece”.
A carreira política de Vannacci começou após a publicação de um livro autopublicado em 2023, que continha insultos racistas e homofóbicos. Ele obteve 550 mil votos na eleição para o Parlamento Europeu de 2024. Meloni, segundo a imprensa italiana, rejeitou a ideia de aceitar o partido de Vannacci em um futuro governo.

