O ex-banqueiro busca a contratação de uma nova banca de advogados em tentativa de destravar um acordo de delação premiada. As duas propostas anteriores foram negadas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A movimentação ocorre após o empresário ser transferido para uma cela especial do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
A busca por novos nomes para conduzir o caso do ex-dono do Master envolve pelo menos três escritórios de advocacia em Brasília. Segundo fontes próximas ao ex-banqueiro, o objetivo é contratar criminalistas renomados para avançar nas negociações com as autoridades. Atualmente, a defesa é conduzida pelo advogado Sérgio Leonardo, que assumiu integralmente o posto após a saída de outro defensor.
Existe divergência de avaliações entre o ex-banqueiro e as autoridades sobre o impasse. O ex-banqueiro afirmou a aliados que a PF demonstra “má vontade” com os documentos apresentados e pretende reunir provas mais robustas para a nova tentativa. Contudo, investigadores da PF demonstraram ceticismo sobre a capacidade do investigado de apresentar fatos novos, pois um acordo exige informações comprovadas que envolvam autoridades nos esquemas investigados.
A transferência para o 19º Batalhão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado fundamentou a decisão na inadequação da permanência nas instalações da PF, ressaltando que a medida é “absolutamente dissociada” de qualquer debate sobre tratativas de colaboração premiada. Na nova unidade, a Polícia Militar deve impedir contato do ex-banqueiro com outros investigados do Caso Master, por determinação do STF.

