O líder do Hezbollah, Naim Qasem, condenou o acordo-quadro firmado entre Estados Unidos, Israel e Líbano neste sábado (27). Qasem classificou o pacto como um “grave erro” e uma rendição de soberania, declarando-o nulo e sem efeito.
Em comunicado, Qasem acusou as autoridades libanesas de “legitimar” a ocupação israelense. Ele pediu ao governo que se arrependesse de ações que, segundo o líder, arruinam o Líbano, alegando que o país legitimou a ocupação por muitos anos.
O Hezbollah rejeita negociações diretas entre Líbano e Israel. O cessar-fogo de 17 de abril não interrompeu os combates, mas a violência diminuiu após a assinatura de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã na semana passada. O Irã exige que qualquer acordo de paz no Oriente Médio inclua o Líbano.
O acordo estabelece um processo para que as forças armadas libanesas restabeleçam a autoridade soberana efetiva sobre todo o território, até que o desarmamento de grupos armados não estatais seja verificado. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as forças de seu país permanecerão no território ocupado até o desarmamento do Hezbollah. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou o pacto como um passo crucial para evitar a escalada.

