Keir Starmer renunciou ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido na última segunda-feira (22 de junho de 2026). A saída ocorre após o mandatário ceder à pressão interna do Partido Trabalhista, motivada pela queda de popularidade e perdas eleitorais significativas.
A decisão de Starmer abre caminho para que Andy Burnham, que conquistou uma cadeira no Parlamento britânico em 18 de junho, assuma a liderança. O Partido Trabalhista sofreu perdas consideráveis nas eleições locais, perdendo 1.498 assentos na Inglaterra, além de espaço para o Reform UK e o Partido Verde na Escócia e no País de Gales.
A crise no governo de Starmer foi influenciada por fatores como a nomeação de um diplomata ligado a arquivos de Jeffrey Epstein, que foi destituído em setembro de 2025. Este caso levou à renúncia de três altos funcionários do gabinete em uma semana.
Starmer é o primeiro trabalhista a assumir o cargo após uma série de mudanças no Partido Conservador, que iniciaram com a demissão de David Cameron em julho de 2016. A sequência de líderes inclui Theresa May, Boris Johnson, Liz Truss e Rishi Sunak.

