A delegada da Polícia Civil de São Paulo, Maria Corsato, declarou que os relógios e joias apreendidos com uma influenciadora em 2022 eram imitações. A operação investigava a participação da influenciadora em campanhas publicitárias de uma empresa de apostas online.
A ação policial, deflagrada no âmbito de apuração sobre a empresa Betzord, envolveu mandados de busca e apreensão. Foram recolhidos dois veículos de luxo, um Land Rover Discovery e um Porsche, avaliado em cerca de R$ 1 milhão, além de relógios da marca Rolex e uma agenda. No entanto, a delegada afirmou que os bens de alto valor aparentes não correspondiam à realidade dos objetos apreendidos.
Corsato disse em entrevista que “O que ela tinha de relógio e joia era tudo falso, mesmo sendo falso a gente trouxe”. A influenciadora registrou denúncia contra a policial alegando perseguição, o que levou a delegada a negar motivação pessoal e afirmar que a investigação foi interpretada de forma equivocada.
O caso ganhou nova repercussão judicial. O Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido de habeas corpus da defesa da influenciadora em 25 de junho. Ela está detida no âmbito da Operação Vérnix, que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

