A Polícia Federal indiciou o diretor-geral da Agência Nacional da Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousa, em um inquérito que apurou um esquema de mineração ilegal em Minas Gerais. A acusação aponta a prática de advocacia administrativa, por favorecimento de empresários dentro do órgão público.
Os investigadores concluíram duas investigações sobre suspeitas de irregularidade envolvendo a mineração ilegal em Minas, abrangendo as operações Rejeito e Parcours. Além de Sousa, outro diretor da agência, Caio Trivellato Filho, também foi indiciado por corrupção. A PF afirmou que o grupo corrompeu servidores em órgãos estaduais e federais de fiscalização ambiental para obter licenças fraudulentas.
Com esses documentos, o grupo explorava ilegalmente minério de ferro em larga escala, inclusive em áreas tombadas e próximas a unidades de preservação, causando danos ambientais. A investigação indicou que a organização criminosa chegou a Trivellato, que manteve contato com um empresário líder do esquema, e que propinas eram pagas por um escritório de advocacia.
A ANM declarou, em nota, que não foi comunicada oficialmente sobre o relatório final da investigação. A agência acompanha os desdobramentos do caso e se mantém à disposição das autoridades competentes para prestar informações.

