A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que descarte a possibilidade de reconhecimento de falta grave e mantenha a prisão domiciliar humanitária concedida em março.
Em manifestação apresentada ao relator da execução penal, os advogados sustentaram que a pistola Glock calibre 9 milímetros, apreendida com um integrante da equipe de segurança, possuía registro regular. A arma estava armazenada na residência antes da condenação e estava inoperante, pois carecia do percussor, peça essencial para o disparo.
Segundo a defesa, o armamento foi retirado da casa unicamente para ser enviado a reparo, após Bolsonaro identificar uma falha mecânica. Os advogados afirmaram que não houve determinação judicial para a apreensão do item.
Os defensores declararam que não ocorreu ocultação do armamento, adulteração de registro, uso de expediente para frustrar a fiscalização estatal ou qualquer ato que impedisse a identificação de sua origem ou titularidade.

