O Exército dos Estados Unidos lançou ataques contra alvos iranianos neste sábado, horas após um petroleiro comercial ser atingido por um projétil no Estreito de Ormuz. A ofensiva, segundo o Comando Central, visou infraestruturas militares e de defesa aérea. O episódio ocorre em meio a um cessar-fogo de 60 dias entre Washington e Teerã, que ambos os lados alegam ter violado.
O ataque americano foi apresentado como resposta ao incidente com a embarcação comercial. O Centro de Operações Marítimas do Reino Unido confirmou que o navio foi atingido por um projétil não identificado, o que causou danos à ponte, mas não feriu a tripulação. Paralelamente, o Bahrein condenou um ataque iraniano com drones, classificando-o como “violação flagrante” de sua soberania.
A escalada acontece apesar de um acordo de cessar-fogo de 60 dias. Na sexta-feira, os EUA já haviam bombardeado depósitos de mísseis e radares costeiros iranianos, após o presidente Donald Trump acusar Teerã de “violação tola” do acordo. A Guarda Revolucionária iraniana respondeu aos ataques americanos, afirmando ter atingido “posições do exército terrorista dos EUA na região” e alertando que a resposta seria mais ampla se a agressão se repetisse.
As tensões persistem mesmo após um memorando de entendimento assinado entre os líderes. O vice-presidente JD Vance declarou na Suíça que “Violência será respondida com violência”. Em contrapartida, o parlamentar iraniano Ebrahim Azizi acusou Washington de sabotar as conversas, alegando que o presidente dos EUA demonstrou falta de compromisso com o cessar-fogo.

