A Copa do Mundo 2026 se estabelece como uma plataforma econômica que ultrapassa direitos de transmissão e patrocínios tradicionais. Um estudo aponta que o torneio pode gerar até US$ 40,9 bilhões em atividade econômica e sustentar mais de 823 mil empregos.
Empresas de mídia, plataformas esportivas e produtores de conteúdo disputam a atenção de milhões de torcedores. A dimensão econômica do evento vai além das receitas da entidade máxima do futebol, com grande parte do montante destinado aos países e cidades-sede, responsáveis pela infraestrutura e segurança.
A consultoria WARC Media estima que a Copa de 2026 adicionará US$ 10,5 bilhões aos investimentos globais em mídia e marketing. O interesse das marcas se manifesta antes da estreia; a convocação da seleção brasileira, por exemplo, alcançou 96 milhões de pessoas nas plataformas digitais da CBF.
O torcedor, mais digitalizado, transformou o consumo de conteúdo. Alexandre Vasconcellos, gerente regional da Flashscore no Brasil, disse que “o comportamento dos torcedores se tornou muito mais diversificado”. Ele explicou que o sucesso reside em combinar formatos, pois “diferentes formatos cumprem papéis complementares ao longo da jornada do usuário”.

