O Instituto Nacional do Câncer (INCA) projeta um aumento significativo nos casos de câncer de pele no Brasil, com previsão de 263.280 novos casos de não melanoma e 9.360 de melanoma por ano até 2028. Diante disso, especialistas orientam a observação de diversos sinais cutâneos que exigem atenção médica.
Entre os sinais de alerta, o desaparecimento de pintas merece cautela, especialmente se uma pinta marrom mudar para tons de rosa ou branco. A descamação do couro cabeludo, quando acompanhada de vermelhidão e sensibilidade, também requer avaliação dermatológica, pois a radiação UV pode atingir a região mesmo com os fios de cabelo presentes.
Outros indicadores incluem manchas solares com assimetrias ou pigmentação mais escura em áreas claras, e a presença de linhas pretas ou hematomas sob as unhas que não desaparecem facilmente. Na pálpebra, o surgimento de protuberâncias lisas ou firmes e vermelhas, ou lesões planas parecidas com cicatrizes, também são sinais de exposição solar acumulativa.
Existem diferentes tipos de câncer de pele. O carcinoma basocelular (BCB) é o mais comum, apresentando-se como ferida ou espinha. O melanoma, embora mais agressivo, tem chances de cura próximas a 90% com tratamento adequado. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda a prevenção através da evitação do sol entre 10h e 16h, uso de protetor solar com FPS mínimo de 50 e vestimentas protetoras.

