O chefe de Gabinete da Argentina apresentou sua renúncia ao presidente Javier Milei neste sábado (27). A medida ocorre após o funcionário admitir ter omitido US$ 500 mil em suas declarações de bens, sob pressão política e investigações judiciais por suposto enriquecimento ilícito.
O ex-ministro, de 46 anos, figura no centro de uma crise que se desenvolveu após revelações sobre aquisição de imóveis e viagens de alto custo, ocorridas desde sua chegada ao serviço público em dezembro de 2023. A Justiça, a oposição e aliados do governo exigem esclarecimentos sobre a origem dos recursos.
Há duas semanas, o funcionário reconheceu a omissão patrimonial, afirmando que cometeu um erro. Ele declarou: “Vou pagar até o último imposto que me couber pagar”. O valor foi atribuído a investimentos em criptomoedas realizados entre 2014 e 2018.
Em carta publicada na rede social X, o ex-chefe de Gabinete justificou o pedido de demissão, dizendo que os ataques da mídia o levaram a buscar o encerramento do ciclo para proteger a si e à família. Ele nega qualquer ato de corrupção.

