A Europa enfrenta ondas de calor intensas, o que reacende o debate sobre a canícula, termo que designa o período historicamente mais quente do ano no Hemisfério Norte. O fenômeno, que geralmente ocorre entre julho e meados de agosto, está sendo antecipado neste ano, segundo especialistas.
A canícula não é uma onda de calor, mas um conceito climático que marca o intervalo de temperaturas mais elevadas anualmente em diversas regiões europeias. A meteorologista Andrea Ramos explicou que o cenário atual se assemelha ao auge do verão brasileiro, com a atuação de massas de ar quente e seco que reduzem a umidade e elevam a temperatura.
O termo tem origem no latim, referindo-se à estrela Sirius. Embora a explicação astronômica tenha perdido validade científica, o nome permanece para designar esse período sazonal esperado. No entanto, a intensidade e a duração das ondas de calor, impulsionadas pelas mudanças climáticas, têm feito o termo aparecer com mais frequência.
A antecipação das altas temperaturas tem forçado países europeus a implementar medidas de mitigação. Em resposta ao calor extremo, cidades como Paris proibiram o consumo de álcool em locais públicos, enquanto na Alemanha e no Reino Unido foram registrados recordes de temperatura em junho.

