Neymar deve começar o jogo entre os reservas da Seleção Brasileira contra o Japão, na próxima segunda-feira (29), às 14h, pela segunda fase da Copa do Mundo. Apesar de estar apto fisicamente, a decisão técnica se baseia no encaixe do sistema ofensivo e na necessidade de ritmo de jogo.
A ausência do camisa 10 no time titular se deve, em parte, à organização tática do técnico Carlo Ancelotti. Na vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, o meio-campo formado por Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá deu liberdade aos atacantes. O setor ocupado por Matheus Cunha seria o encaixe teórico de Neymar, mas a troca é inviável. Cunha oferece contribuição na marcação, aspecto que o sistema não absorveria com a presença do jogador.
Outro fator considerado é a falta de ritmo de jogo. O atacante ficou mais de um mês afastado por lesão na panturrilha. O adversário, Japão, é conhecido pela agilidade e durabilidade física, elementos que podem dificultar a atuação do jogador em um ritmo intenso.
A atuação discreta de Neymar contra a Escócia também influenciou a percepção pública. Em 14 minutos em campo, o jogador não protagonizou grandes jogadas no setor ofensivo. Monitoramento de mídias sociais indicou que ele foi apontado como decepção da Seleção, enquanto outros atletas receberam elogios no pós-jogo.


