O triângulo com setas em embalagens plásticas serve apenas para identificar o tipo de material utilizado na fabricação, e não garante que o item será aceito pelos sistemas de reciclagem. Especialistas alertam que a interpretação equivocada desse símbolo pode prejudicar o processo de triagem de resíduos.
O código de identificação ajuda a separar os diferentes tipos de plástico nas centrais de tratamento de resíduos. Contudo, duas embalagens com o mesmo símbolo podem ter destinos distintos após o descarte, dependendo da estrutura de reciclagem disponível em cada cidade. O hábito de colocar qualquer embalagem na coleta seletiva, na esperança de reaproveitamento, é chamado de wishcycling, e pode dificultar o trabalho dos centros de triagem.
Os números de um a sete representam categorias específicas de plástico. O código 1 (PET) é usado em garrafas de bebidas e é um dos materiais mais aceitos. Já o código 6 (PS ou poliestireno), que inclui o isopor, é um dos menos reciclados devido às dificuldades de processamento. O código 7 agrupa plásticos mistos ou não classificados, apresentando maior dificuldade de reaproveitamento.
A possibilidade de uma embalagem ser reciclada depende fundamentalmente da infraestrutura de coleta seletiva da cidade. Cada município define quais materiais consegue coletar e encaminhar para reciclagem. Portanto, o triângulo é um código de identificação do tipo de plástico, e não um selo de reciclabilidade.

