Um autor respondeu a uma seguidora que criticou o uso de recursos destinados aos seus cachorros, sugerindo que o dinheiro seria mais útil para crianças necessitadas. Ele defendeu que a compaixão não deve ser contada e que amar animais não exclui o afeto por seres humanos.
O autor explicou que a crítica, feita sob uma foto de seus animais, levantou um debate sobre a priorização de cuidados. Ele questionou a ideia de que o afeto deve vir acompanhado de um atestado moral, afirmando que a compaixão não é um bem escasso a ser distribuído com parcimônia.
Segundo o autor, a necessidade de erguer hierarquias de amor e dor é bizarra na contemporaneidade. Ele declarou que a empatia não é um bolo onde cada fatia retirada aos cães seria automaticamente oferecida às crianças. Ele afirmou que amar mais significa aprender a amar melhor em toda parte.
O autor concluiu que uma sociedade digna se mede pela forma como trata os vulneráveis, sejam eles humanos ou animais. Ele declarou que continuará respondendo ao sofrimento onde o encontrar, sem questionar o número de patas do ser que sofre.

