Felipe Hirsch lança “Orkhéstra Phántasma”, o espetáculo que marca a terceira fase de sua carreira, em cartaz no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. A obra, que se apresenta até 2 de agosto, é descrita pelo artista como mais pessoal e íntima, focando em temas profundos e obsessões humanas.
O espetáculo utiliza um programa de rádio chamado “Madame Psychosis” como fio condutor. Enquanto os personagens ouvem a transmissão, eles dançam, gritam e se questionam sobre como diferenciar o eu do ruído incessante dentro da cabeça. O linguista Caetano Galindo, que assina a dramaturgia, afirmou que a peça é “profundamente pessoal, no nível no constrangedor mesmo, porque tem muita exposição ali.”
Hirsch dividiu sua trajetória em três fases. A primeira, com a Sutil Companhia (1993 a 2012), incluiu montagens como “A vida é cheia de som & fúria”. O segundo ato, com o Coletivo Ultralíricos (2013 a 2024), focou nas contradições latino-americanas, culminando em “Língua brasileira” em 2022, com trilha sonora de Tom Zé.
A codiretora Juuar comentou que o novo espetáculo incorpora as “obsessões de vida inteira do Felipe, tanto na arte como na vida”. A cenógrafa Daniela Thomas, parceira desde 2001, afirmou que criar com Hirsch é “estar um espaço de profunda liberdade.”

