A mobilização popular por um atacante de 19 anos, que teve poucas participações na Copa, transformou-se em um fenômeno de marketing. O clamor pelo jogador gerou discussões em diversos setores e atraiu o interesse de marcas, enquanto o estafe e a CBF monitoram o uso de sua imagem.
O jogador, que não recebeu oportunidade como titular de Carlo Ancelotti, viu sua espera por minutos em campo gerar um interesse que transcende o esporte. Esse movimento inspirou campanhas publicitárias de diferentes segmentos. A empresa de transporte 99, por exemplo, lançou promoção com cupons para clientes atendidos por motoristas ou entregadores chamados “Endrik”. A montadora Nissan também publicou placa com a inscrição “Endrk19”.
Thiago Freitas, empresário e executivo da Roc Nation, agência gestora da carreira do atleta, comentou que o interesse despertado é inédito. Ele explicou que o público demonstra interesse que não depende da performance ou da atuação em campo. Contudo, Freitas afirmou que a situação demanda cautela, pois o estafe e a CBF passaram a monitorar casos de marketing de emboscada sem autorização formal.
A repercussão também atingiu a esfera cultural e esportiva. A televisão recriou um personagem com apelo ao jogador, e um boneco inspirado nele foi adicionado à galeria de ídolos em Recife. Carlo Ancelotti, treinador da seleção, foi questionado sobre a pressão, dizendo que a torcida apoiará tanto o jovem quanto Neymar. O atacante, por sua vez, declarou que não sente ansiedade, afirmando que tudo acontecerá naturalmente.

