A Polícia Federal indiciou o diretor-geral da Agência Nacional da Mineração (ANM) por advocacia administrativa e um diretor da agência por corrupção. As investigações, conduzidas em Minas Gerais, apuram esquemas criminosos no setor de mineração que envolviam empresários e agentes públicos federais e estaduais.
A PF concluiu duas investigações sobre irregularidades no setor de mineração. O diretor-geral da ANM foi indiciado por suspeita de favorecer interesses de empresários. Um diretor da agência também foi indiciado por corrupção. No total, a PF indiciou 34 pessoas na Operação Rejeito e 17 pessoas na Operação Parcours.
As autoridades apontam que duas organizações criminosas atuavam na mineração. Essas organizações eram comandadas por empresários e incluíam agentes públicos cooptados. O relatório da Operação Parcours mostra diálogos onde o diretor-geral da ANM forneceu informações sobre processos da mineradora a um empresário.
Em um dos diálogos, o empresário solicitou ao diretor-geral que uma manifestação da agência fosse emitida até um prazo específico. O diretor respondeu e confirmou que a resposta sairia na data pedida. As investigações revelaram a existência de crimes ambientais, corrupção e lavagem de capitais.

