A França registrou cerca de mil mortes acima do esperado desde o início da onda de calor histórica que atingiu o país. A agência nacional de saúde pública informou que o fenômeno afeta principalmente pessoas com mais de 65 anos, e o número de vítimas pode crescer nos próximos dias.
A Saúde Pública da França divulgou que, desde 24 de junho, foram observadas aproximadamente mil mortes adicionais em comparação com os óbitos registrados em meses anteriores. Embora as autoridades alertem que os óbitos ainda não podem ser atribuídos diretamente às altas temperaturas, o balanço pode aumentar devido aos efeitos tardios do calor extremo.
O órgão destacou que o aumento da mortalidade foi observado em todas as faixas etárias, mas 85% dos óbitos ocorreram entre pessoas com 65 anos ou mais. Além disso, houve um aumento de 40% nas mortes em domicílios, especialmente na região de Île-de-France, onde Paris está localizada.
As temperaturas começaram a cair no domingo após 11 dias de calor intenso, considerado mais forte que o registrado em 2003. Apesar do alívio climático, os hospitais permanecem sob forte pressão. A ministra da Saúde, Stéphanie Rist, havia afirmado no sábado que o número de óbitos estava “acima do normal”.

