O Google impôs restrições ao uso dos modelos de inteligência artificial Gemini pela Meta porque não conseguiu fornecer toda a capacidade computacional solicitada pela empresa de mídias sociais. A medida afeta projetos internos da Meta, que agora orienta funcionários a usar os tokens de IA de forma mais eficiente.
A gigante das buscas, Alphabet, restringiu o acesso a vários clientes devido a limitações na infraestrutura de IA. A Meta, que inicialmente utilizava o Gemini por ser superior aos seus modelos de código aberto Llama, usava a ferramenta para automatizar processos de segurança, como o combate a golpes e a remoção de conteúdo prejudicial. Contudo, a empresa tem aumentado o uso de seu modelo Muse Spark para reduzir a dependência de soluções externas.
O avanço da inteligência artificial testa os limites da capacidade computacional e da energia necessária para manter os centros de dados. Em um movimento para suprir essa demanda, o Google concordou em pagar à SpaceX, de Elon Musk, US$ 920 milhões por mês por capacidade de processamento, como parte de um acordo de US$ 30 bilhões com duração até meados de 2029.
Em paralelo, a Meta implementou reestruturações corporativas. A empresa anunciou cortes de 10% de sua força de trabalho, totalizando cerca de 8.000 postos, visando compensar os altos custos com IA. Além disso, 7.000 funcionários foram realocados para novas funções ligadas à inteligência artificial.

