Um oftalmologista francês realiza a cirurgia que pode mudar permanentemente a cor dos olhos. O procedimento, conhecido como Femtosecond Laser-Assisted Annular Keratopigmentation (FLAAK), gera controvérsia por não possuir aprovação da agência reguladora dos EUA e por levantar alertas de cientistas sobre os riscos.
A técnica, que envolve colorir a córnea — a barreira protetora do olho —, coloca o órgão em risco de sofrer danos duradouros, argumentam especialistas. Uma porta-voz clínica da American Academy of Ophthalmology disse que há receio entre oftalmologistas devido à ausência de dados de longo prazo sobre o procedimento e os pigmentos utilizados. Ela afirmou que o olho é um órgão imunologicamente sensível.
A cirurgia, que pode resultar em tons como “azul Riviera” ou “dourado mel”, consiste em anestesiar o paciente e usar um laser femtossegundo para criar um túnel na córnea. Em seguida, o criador do método deposita pigmento no tecido com um instrumento patenteado.
Apesar dos riscos, o criador do procedimento defende que ele é seguro, comparando-o ao LASIK. Contudo, a especialista da AAO alertou que até inflamações leves no olho podem causar cicatrizes permanentes, sensibilidade à luz e dor, pois a keratopigmentação pode alterar a função ocular.

