O setor de saúde privada impulsiona a criação de empregos formais no Brasil, respondendo por 1 em cada cinco vagas com carteira assinada em abril. Os dados, divulgados pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), mostram que a área emprega cerca de 4,3 milhões de trabalhadores, apesar da persistente desigualdade salarial entre homens e mulheres.
A saúde suplementar gera 18,3 mil postos formais em abril, representando uma parcela significativa dos 85,8 mil empregos criados no país. O IESS afirma que o mercado de trabalho da saúde é intensivo em capital humano e conhecimento, e sua demanda acompanha transformações estruturais da sociedade, como o envelhecimento populacional.
O levantamento aponta que, embora as mulheres ocupem a maioria das vagas, com 75,1% das contratações em abril, a remuneração média feminina foi de R$ 2.599,20, inferior aos R$ 3.010 pagos aos homens. A diferença salarial, embora tenha diminuído, ainda se mantém elevada.
A expansão de vagas foi liderada por prestadores de serviços, como hospitais e clínicas, que geraram 16,3 mil dos novos postos. Especialistas indicam que o crescimento reflete a ampliação da demanda assistencial, mas também impõe pressão sobre custos e qualificação profissional no setor.

