A França registrou mais de mil mortes extras em comparação com a média esperada desde quarta-feira, devido a uma onda de calor excepcional. A agência nacional de saúde pública informou o balanço parcial, alertando que o número final pode ser superior.
A Saúde Pública França divulgou que, desde 24 de junho, foram observadas aproximadamente 1.000 mortes adicionais. O fenômeno climático afeta todas as faixas etárias, mas 85% dos óbitos registrados são de pessoas com 65 anos ou mais. A ministra da Saúde, Stéphanie Rist, havia alertado no sábado sobre o número de mortes acima do normal.
A onda de calor, que ultrapassou 40°C em diversas regiões, intensificou-se na quarta-feira. A agência registrou mais de 1.200 mortes em 24 de junho e mais de 1.400 nos dias 25 e 26 de junho. Em abril e maio, a média diária ficava entre 900 e 1.000 óbitos.
Houve um aumento acentuado nas mortes em domicílio, com um crescimento de 40%, especialmente na região da Île-de-France, onde fica a capital. A agência ressalta que, embora o balanço seja parcial, os efeitos tardios do calor mantêm os hospitais sob pressão.

