O presidente nacional do PT, Edinho Silva, sugeriu que os diretórios estaduais decidam a divisão do fundo eleitoral das campanhas. A proposta causou forte reação na bancada da sigla, que prefere concentrar a partilha na direção nacional, segundo parlamentares.
A ideia foi apresentada por Edinho Silva em reunião com deputados federais, com o argumento de que os dirigentes estaduais teriam melhor percepção sobre os candidatos com maior chance de sucesso. No entanto, os parlamentares manifestaram preocupação, sob reserva, de que o modelo de distribuição os prejudique. Eles alegam que nem todos os membros são aliados dos dirigentes estaduais, temendo ser preteridos na partilha.
O fundo eleitoral total para este ano será de R$ 4,9 bilhões, e o PT tem direito a R$ 615,4 milhões para repassar a candidatos em diferentes esferas. A federação que inclui o PT, PC do B e PV conta com 82 deputados, e o governo busca aumentar essa força no Congresso para o novo mandato.
A discussão sobre a distribuição está em debate no Grupo Tático Eleitoral (GTE) da sigla. Além disso, a divisão gerou divergências em outros partidos, como o PSOL, que teve uma deputada federal acusando a sigla de favorecer novos pré-candidatos na distribuição dos recursos.

