O Unicef estima que os terremotos registrados na Venezuela em 24 de junho deixaram 1,8 milhão de pessoas em situação de vulnerabilidade. Desse total, 680 mil são crianças que necessitam de ajuda humanitária. Os tremores foram os mais fortes no país nos últimos 100 anos, segundo o fundo.
O balanço oficial divulgado no sábado (27 de junho de 2026) registrou 1.430 mortes, 3.200 feridos e 3.000 pessoas desabrigadas. Em áreas como La Guaira, Carabobo, Aragua e Falcón, além do Distrito Capital, hospitais sofreram danos graves, comprometendo o atendimento a crianças e gestantes. No Distrito Capital, 432 escolas foram atingidas, representando mais de um terço das unidades da região.
O representante do Unicef na Venezuela, Manuel Rodriguez Pumarol, declarou que hospitais operam acima da capacidade e que milhares de crianças não têm acesso regular à água potável. O governo venezuelano utiliza colégios preservados como abrigos temporários para famílias desalojadas.
A resposta humanitária exige US$ 52 milhões, conforme estimativa do Unicef, que faz parte do Plano de Ação Humanitária para Crianças da Venezuela de 2026, orçado em US$ 137,6 milhões. Um primeiro carregamento de 20 toneladas de medicamentos e insumos chegou a Valencia, próximo a Caracas, e um segundo envio deve chegar em breve.

