O chefe de gabinete do presidente da Argentina, Javier Milei, renunciou no sábado, 27 de junho de 2026. A saída ocorreu sob suspeita de enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio, após questionamentos sobre gastos de viagens familiares.
O gestor, que ocupava o cargo desde novembro de 2025, publicou uma carta afirmando estar “encerrando um capítulo” de forma “pacífica e serena”. Segundo a carta, a decisão contrariava a vontade do presidente pela primeira vez desde a posse de Milei, em 10 de dezembro de 2023.
As suspeitas surgiram após o registro de viagens em classe executiva com a família para Aruba no Natal e um voo em jato particular para o Uruguai no Carnaval. Em resposta, o chefe de gabinete declarou que seu patrimônio foi construído antes de ingressar no governo e que os gastos pessoais foram pagos com recursos próprios.
Em maio, ele declarou ter retificado declarações de imposto de renda de 2023 e 2024, incluindo cerca de US$ 500 mil não declarados. O governo Milei enfrenta críticas por suspeitas de corrupção em meio à queda do poder de compra dos argentinos devido à inflação.

