Marciele Albuquerque, do Boi Caprichoso, e Isabelle Nogueira, do Boi Garantido, protagonizaram momentos marcantes na segunda noite do 59º Festival de Parintins, realizado no sábado (27). As apresentações focaram na ancestralidade indígena e na força feminina, com o evento terminando no domingo (28).
Marciele Albuquerque surgiu da alegoria “Curupira – O Guardião da Vida”, representando a protetora da floresta. Ao defender o item 9, ela realizou uma evolução que a transformou em onça-pintada e onça-preta, simbolizando a resistência da mulher indígena. A performance foi aplaudida pelo público.
Isabelle Nogueira, por sua vez, representou Kamara, a Onça-Mãe, na alegoria “Kamara”. A estrutura levou à arena a cosmologia do povo Hixkaryana, que vive nos rios Nhamundá e Jatapu. Kamara é vista como a grande criadora na tradição desse povo.
O Festival Folclórico de Parintins, que ocorre no Bumbódromo, tem a disputa entre os bois avaliada em 21 quesitos. Os espetáculos concluem os projetos artísticos das agremiações para a edição de 2026.

