O servidor público Everaldo Nunes de Lima Junior, conhecido como Junior de Mônaco, utiliza sua trajetória como Rei Momo do Carnaval de Rio Branco para combater o preconceito no Acre. Ele foi coroado sete vezes, incluindo bicampeonatos em 2025 e 2026, e usa a visibilidade para defender o respeito.
Junior de Mônaco, que é abertamente homossexual, transformou os títulos carnavalescos em uma plataforma de representatividade. Ele relatou ter enfrentado episódios de preconceito ao longo de sua vida, por ser um homem gay e gordo. Em uma lembrança, ele disse que, na época, precisava entrar na frente do ônibus coletivo por não conseguir passar pela roleta, o que considerou constrangedor.
O servidor alerta que o preconceito tem consequências graves. Ele afirmou que, embora tenha aprendido a não alimentar conflitos, o machucado persiste. “As pessoas têm que ter respeito. Muitas vezes elas tiram a vida por causa disso. Eu já vi amigos meus fazerem isso por conta dessas brincadeiras. As pessoas precisam parar porque isso vai nos matando aos poucos”, declarou.
Para ele, o Carnaval é um espaço de acolhimento e liberdade. Apesar de não abandonar a folia, Junior de Mônaco planeja investir em saúde para, futuramente, disputar outros concursos, como o de Rainha Gay. Ele também mencionou que sua fé evangélica não o impede de respeitar outras crenças.

