Um portfólio de US$ 4 milhões, quando utilizado por um casal de 70 anos, gera apenas US$ 88 mil em gastos discricionários reais anuais. O cálculo considera a retirada de US$ 152 mil, mas subtrai impostos federais, estaduais e os encargos de Medicare IRMAA.
O cenário, comum em discussões sobre aposentadoria, ilustra como o valor nominal de um patrimônio não corresponde ao rendimento efetivo. Um casal com US$ 2,6 milhões em contas tradicionais pré-imposto, US$ 700 mil em Roth e US$ 700 mil em corretagem tributável, retira US$ 152 mil anuais, somados a US$ 58 mil do Seguro Social. Contudo, após a aplicação de tributos e prêmios de saúde, o valor real disponível cai para cerca de US$ 88 mil.
Os custos incluem impostos federais, estimados entre US$ 24 mil e US$ 26 mil, e impostos estaduais de aproximadamente 5%, totalizando cerca de US$ 8 mil. Além disso, os encargos de Medicare IRMAA Tier 2 podem custar entre US$ 14 mil e US$ 16 mil anuais para os dois cônjuges. Gastos com saúde não cobertos e reserva para cuidados de longo prazo também consomem uma parte significativa do orçamento.
A situação se agrava aos 73 anos, quando o IRS força distribuições obrigatórias (RMD) do saldo tradicional. Esse aumento na Renda Bruta Ajustada (MAGI) pode elevar os encargos de Medicare para o Tier 3. Especialistas sugerem estratégias como conversões agressivas para Roth antes dos 73 anos para evitar a escalada de custos futuros.

