A China conquistou o primeiro lugar no ranking semestral Top500 de supercomputadores, superando os Estados Unidos pela primeira vez desde 2017. O modelo LineShine, localizado em Shenzhen, atingiu velocidade de computação 20% superior ao El Capitan, da Califórnia, em meio à rivalidade tecnológica entre as nações.
O LineShine, instalado no Centro Nacional de Supercomputação, substituiu o detentor do título americano no ranking divulgado na terça-feira (23). Os supercomputadores são usados para simulações complexas, como previsão do clima, desenvolvimento de medicamentos e treinamento de inteligência artificial.
O sucesso da máquina ocorre em um contexto de restrições tecnológicas impostas pelos EUA à China. O Centro Nacional de Supercomputação afirmou que o LineShine é resultado de avanços em gargalos tecnológicos, marcando um salto na superação de restrições estrangeiras. O sistema opera com base em CPUs, contornando a dependência de GPUs de fornecedores americanos.
Lu Yutong, designer-chefe da LineShine, declarou que a máquina rompeu com a arquitetura híbrida convencional, utilizando uma infraestrutura full-stack desenvolvida no país para cargas de trabalho em ciência, engenharia e IA. Apesar do marco, especialistas alertam que o Top500 mede cargas de trabalho tradicionais e não a capacidade de IA de um país.

