Sistemas de inteligência artificial chineses alcançaram desempenho similar ao modelo Mythos da Anthropic em cenários de cibersegurança, conforme relatos da imprensa internacional. O modelo GLM-5.2, da Zhipu AI, demonstrou capacidade de encontrar falhas de segurança comparável a modelos americanos, estreitando a diferença tecnológica.
Pesquisadores de segurança afirmaram que o novo modelo de IA, lançado este mês pela Zhipu AI, consegue igualar os modelos mais recentes dos Estados Unidos na identificação de vulnerabilidades. Contudo, ele ainda apresenta defasagem em outras tarefas em comparação com os produtos da Anthropic e da OpenAI. A capacidade entre os modelos líderes dos EUA e os desenvolvidos por empresas chinesas diminuiu consideravelmente.
O GLM-5.2 se destaca por ser um modelo de peso aberto, o que permite que ele seja executado e modificado em hardware de qualquer usuário, sem supervisão. Essa característica atrai usuários que buscam controle total, mas também oferece facilidade a agentes maliciosos. Em testes de benchmarking, a empresa de cibersegurança Semgrep registrou que o GLM-5.2 superou o modelo Claude Opus 4.8 da Anthropic.
Especialistas apontam que a situação pressiona a política de IA dos EUA. Um pesquisador comentou que “proibir modelos enquanto vender chips que a China precisa desenvolver sua própria versão é um presente para a China”. Outro analista observou que o uso de modelos chineses de peso aberto incentiva empresas globais a adotarem opções mais baratas, ao mesmo tempo em que enfraquece a indústria de IA dos EUA.

