O CEO da Amazon Web Services (AWS), Matt Garman, afirmou que substituir trabalhadores juniores por inteligência artificial é uma má decisão de negócios. Garman defende a manutenção de talentos iniciantes, pois eles são cruciais para a construção de uma esteira de talentos e para o surgimento de novas ideias em longo prazo.
Garman manteve a avaliação feita no ano passado, considerando a troca de engenheiros juniores por novas tecnologias como um erro de negócios. Segundo o executivo, eliminar cargos de entrada, que geralmente possuem os menores salários, não é uma estratégia eficiente em termos de custo. Além disso, esses profissionais recém-chegados trazem entusiasmo e grande familiaridade com as ferramentas de IA.
O CEO declarou que, sem a formação de talentos juniores, “em algum momento, tudo isso implode sobre si mesmo”. Ele explicou que pensar na saúde de uma companhia exige visão de longo prazo, e não pode ser descartada a contratação de pessoas iniciantes. Em um episódio de podcast, Garman informou que a Amazon planeja contratar 11 mil estagiários e recém-formados em 2026.
Apesar da defesa de Garman, dados mostram impactos da IA no mercado. Um estudo da Universidade Stanford indicou que a revolução da IA afeta desproporcionalmente trabalhadores em início de carreira nos EUA. Contudo, a empresa também realizou cortes de 14 mil empregos em outubro passado, alegando que as demissões visavam a eficiência e a cultura, e não a IA.

