O número de mortos causados pelos fortes terremotos na Venezuela subiu para 1.450, conforme informou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, neste domingo (28). As Nações Unidas estimam que cerca de 50.000 pessoas estejam desaparecidas após os tremores, que foram os mais intensos no país em mais de cem anos.
Rodríguez divulgou os dados mais recentes sobre a tragédia, que atingiu principalmente La Guaira, cidade próxima a Caracas. O balanço oficial inclui apenas mortes confirmadas, mas a Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU projetou que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos sismos.
A região do desastre abrange o litoral leste, incluindo Caracas e Maiquetía, onde o Aeroporto Internacional Simón Bolívar permanece fechado até nova ordem. O governo venezuelano relatou que mais de 1.600 socorristas estrangeiros chegaram ao país, com 17 voos registrados até sábado (27), e espera-se mais 25 voos nas próximas 24 horas.
A presidente interina, Delcy Rodríguez, afirmou que outros dez países se juntarão aos esforços de resgate, enquanto 14.000 militares e policiais atuam em La Guaira. A imprensa internacional registrou a chegada de ajuda humanitária, incluindo aeronaves com médicos e equipamentos especializados.

