O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela na última semana subiu para 1.450, informou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, na tarde deste domingo (28). A tragédia, ocorrida após tremores de magnitude 7,2 e 7,5 na noite de quarta-feira (24), deixou 3.150 feridos e 12.721 famílias afetadas.
Segundo Rodríguez, as Nações Unidas estimam que cerca de 50 mil pessoas estejam desaparecidas. A destruição atingiu 2.501 construções no total, incluindo 774 prédios danificados e 189 que desabaram. Além disso, 38 hospitais foram afetados e necessitam de reparos, assim como 44 centros comerciais e outras 1.645 estruturas de infraestrutura.
Os sismos mais fortes ocorreram na noite de quarta-feira (24). O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que os epicentros ficaram separados por apenas 5 km. O tremor de maior intensidade foi registrado em El Guayabo, a 168 km de Caracas, com profundidade de 13 km. Estes foram os tremores mais fortes registrados no país em mais de 100 anos.
Até o momento, 17 países e a ONU enviaram aviões com ajuda humanitária. Socorristas trabalham para encontrar sobreviventes, pois as chances de resgate com vida diminuem drasticamente entre 48 e 72 horas após o evento.

