O chefe de Gabinete do governo de Javier Milei renunciou no sábado (27) após meses de desgaste político provocado por investigações judiciais sobre seu patrimônio. A saída ocorre em meio a pressões da oposição e de aliados no Congresso argentino, enquanto a Justiça apura suspeitas de enriquecimento ilícito.
O ex-chefe de Gabinete afirmou, em comunicado, que encerrou sua passagem pelo governo para proteger a si e sua família, negando as irregularidades. Ele declarou ter sido alvo de ataques da mídia e que foi tratado como corrupto sem fatos de corrupção em seu histórico. A renúncia acontece enquanto a Justiça argentina investiga o patrimônio do funcionário.
O caso ganhou força em março, quando foram levantadas questões sobre a participação da esposa do chefe de Gabinete em viagem oficial aos Estados Unidos. Posteriormente, ele foi investigado por suposto enriquecimento ilícito e tráfico de influência. As suspeitas incluem o uso frequente de aviões privados e estadias em hotéis de luxo cujos custos não teriam sido declarados.
O desgaste aumentou quando o ex-chefe de Gabinete admitiu omitir cerca de US$ 500 mil em suas declarações patrimoniais. Ele alegou que os valores eram economias de trabalho privado e investimentos em criptomoedas. A permanência no cargo também travava a agenda do governo no Congresso, pressionado pela oposição.

