Mais de 1,3 mil mortes acima do esperado foram registradas na Europa devido à onda de calor, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) neste domingo (28). Cerca de 150 milhões de pessoas vivem sob condições de calor extremo, o que pressiona sistemas de saúde e infraestrutura em diversos países do continente.
Cientistas classificam o evento como o mais intenso já registrado na Europa, com temperaturas recordes desde 20 de junho. Na França, por exemplo, a agência de saúde pública contabilizou cerca de mil mortes acima do esperado desde 24 de junho. Na Alemanha, o termômetro atingiu 41,5°C no sábado, e a República Tcheca registrou 40,8°C ao norte de Praga.
Os efeitos do calor extremo ultrapassam a saúde. Na Hungria, o aquecimento do rio Danúbio forçou uma usina nuclear a reduzir a geração de eletricidade. Além disso, a economista Katharina Utermöhl, pesquisadora da Allianz, afirmou que temperaturas acima de 30°C causam queda de produtividade de 3% por grau adicional e elevam custos de energia em 1,2% por grau.
Especialistas alertam para consequências econômicas de longo prazo. Um estudo da Allianz projeta que, se os episódios intensos se tornarem mais frequentes, as perdas acumuladas para a economia alemã entre 2026 e 2030 podem somar US$ 131 bilhões.

