A Polícia Militar de São Paulo prendeu, na madrugada deste domingo (28), dois suspeitos de participação no atentado contra o primeiro-tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos. As investigações, baseadas em imagens de câmeras de segurança, indicam que o policial foi monitorado momentos antes de ser baleado em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.
Os dois homens foram detidos em Guaianases, na Zona Leste da capital paulista, durante uma operação do 1º Batalhão de Polícia de Choque. Segundo a polícia, os suspeitos deram suporte logístico e cobertura aos autores dos disparos, e um deles confessou envolvimento no crime.
As gravações de segurança mostram uma motocicleta vermelha chegando à rua da academia frequentada pelo policial por volta das 11h18 de sábado (27). Um motociclista aguarda um carro branco, e em seguida, um segundo suspeito, já com capacete, segue em direção à Avenida Goiás, onde o tenente foi atacado.
O atentado ocorreu em uma via movimentada de São Caetano do Sul, onde o policial, que estava de folga e à paisana, foi atingido por disparos à queima-roupa. Ele foi socorrido em estado gravíssimo pelo helicóptero Águia da PM e permanece internado no Hospital Mário Covas, em Santo André, com estado grave, porém estável, após cirurgia neurológica.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou acreditar que o ato foi uma tentativa de execução. Os suspeitos presos, de 52 e 40 anos, possuem antecedentes criminais e ligação com o crime organizado. As investigações continuam para identificar os responsáveis pelos disparos.

