O Boi Caprichoso encerrou sua participação no 59º Festival de Parintins neste domingo, dia 28, com o subtema “O Brinquedo da Resistência”. O espetáculo reforçou o boi-bumbá como símbolo da resistência cultural amazônica, apresentando narrativas sobre a ancestralidade local.
Ao longo das três noites, o boi azul construiu uma narrativa que abordou a origem da brincadeira de boi, a ancestralidade dos povos da floresta e a preservação das tradições amazônicas. O encerramento começou com a lenda amazônica “Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente”, contando a história de um guerreiro que enfrenta criaturas gigantes com a ajuda de personagens ligados aos poderes da floresta.
A apresentação também homenageou as “Farinheiras da Amazônia”, destacando as mulheres que mantêm a produção tradicional da farinha de mandioca e valorizando a casa de farinha como espaço de transmissão de saberes. Outro momento foi “O Auto do Boi Brasileiro”, que resgatou a origem da brincadeira e a contribuição das culturas indígena, africana e europeia.
O evento culminou com o Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre Xikrin. Inspirado na tradição do povo Xikrin, o quadro retratou a formação espiritual de um xamã e sua conexão com a natureza e o mundo dos encantados, reforçando a força da cultura popular.

