O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) suspendeu a venda da participação acionária da Oi na provedora de infraestrutura de rede V.Tal. A decisão, tomada no fim da sexta-feira, atendeu a credores que contestaram o valor de R$ 4,5 bilhões, alegando que o montante estava aquém do mínimo de R$ 12 bilhões estipulado no processo de recuperação judicial.
A fatia de 27% da antiga operadora de telefonia é o ativo mais valioso remanescente da empresa em recuperação. Administradores judiciais tentavam vender o bem para quitar parte dos credores, mas instituições como o UMB Bank, SC Lowy Primary Investments e Pimco opuseram-se à estratégia em batalha judicial.
Em abril, o juízo de primeira instância do TJRJ havia homologado a venda para fundos do BTG Pactual por R$ 4,5 bilhões. O desembargador Augusto Alves Moreira Júnior, da 1ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, suspendeu a transação em três decisões monocráticas. Ele afirmou que a proposta, equivalente a menos de 40% do valor previsto, “parece insuficiente para a aquisição do bem mais valioso do Grupo Oi”.
A Oi passa por sua segunda recuperação judicial. A gigante das telecomunicações teve falência decretada em novembro do ano passado, mas a decisão foi revertida em segunda instância após recursos de credores como Bradesco e Itaú. Em 2025, a empresa registrava uma dívida de R$ 43,9 bilhões e contava com 164.706 credores.

